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Best.-Nr. 1709PG002DO PADRE Precedidas dum epitome da sua vida e seguidas dum índice analytico dos assumptos e matérias; Offerecidas à Mocidade Portugueza e Brazileira cujos paizes illustrou com as suas acções e a quem deixou admiraveis exemplos a imitar; Ordenadas e correctas por J. J. Roquete. Vieira escreveo cartas primorosas em que temos os Portuguezes na presente edição muito avultado numero de perfeitos exemplares. F. A. L. Bispo de Viseu. Discurso hist. E critico acerca do P. A. Vieira e das suas obras p. 66. Paris Na Livraria Portugueza de J. P. Aillaud Quai Voltaire Nº11. 1838. De 17x11 cm. com iv liv ii 377 iii págs. Encadernação da época com a lombada e cantos em pele. Lombada com ferros a ouro e etiqueta de biblioteca na parta superior. Cortes das folhas pintados. Ilustrado com retrato do autor em extratexto sobre papel mais encorpado. Contém um resumo da biografia de Vieira com considerações críticas sobre a obra um índice analítico e nas folhas finais rótulos para colar na lombada ou nas pastas. Edição rara é a primeira a ser publicada depois da 1ª edição em três volumes contribuindo para a divulgação desta parte obra do grande escritor. EN 17x11 cm. iv liv ii 377 iii pp. Contemporary binding with leather corners and leather spine gilt tooled and with library label on the upper part. Blue splashed edges. Illustrated with hors-text portrait of the author on very thick paper. Contains a summary of Vieira's biography with critical considerations on the work an analytical index and on the final pages labels to stick on the spine or folders. Rare edition the first to be published after the 1st edition in three volumes contributing to the dissemination of this part of the writer's great work. Referências/Refrences: Inocêncio XXII 378. Nº 2738. M-14-D-29 hardcover
Best.-Nr. 1210JC071Do. Coordenadas e anotadas por J. Lúcio dAzevedo. Tomo Primeiro Tomo Segundo e Tomo Terceiro. Imprensa Nacional. Lisboa. 1970-71. 3 Volumes de 22x17 cm. Com xvi 583; xv 690; xvii 834 págs. Encadernações do editor com sobrecapa de proteção. Reedição da edição de Coimbra publicada inicialmente em 1925 1926 e 1928. I-243-D-6 unknown
Best.-Nr. 2201JS361Do. Coordenadas e anotadas por J. Lúcio de Azevedo. Tomo Primeiro. Tomo Segundo e Tomo Terceiro. Imprensa Nacional. Lisboa. 1970 1971. 3 Volumes de 22x17 cm. Com xvi 583; xv i 690; xvii i 834 págs. Encadernações do editor com gravações a ouro nas pastas anteriores e nas lombadas folhas de guarda decoradas. Exemplar com manchas de acidez nas folhas preliminares e finais. I-167-F-9 unknown
Best.-Nr. 2107JL197Coordenadas e anotadas por J. Lúcio de Azevedo. Volume 1 Volume II Volume III. Biblioteca Autores Portugueses. Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Lisboa. 1997. 3 Volumes de 24x15 cm. Com xvi 583 i; xv 690 i; xvii 834 i págs. Brochados. Exemplar com sinais de manuseamento manchas no corte das folhas verso das capas e nas folhas de guarda em todos os volumes. O Tomo primeiro segundo e terceiro de Cartas do Pe. António Vieira correspondem a uma reimpressão da edição de 1970 da Imprensa Nacional. Da «Introdução Cartas António Vieira Vol I» por J. Lúcio de Azevedo: . Diferentes vezes se têm publicado as cartas do Padre António Vieira que são para o gosto do nosso tempo a parte de suas obras que mais interesse suscitará. A curiosidade por esta famosa correspondência foi sempre viva e logo após a morte do autor se deu princípio às diligências para que de tantos e tão consideráveis sucessos nela consignados se não perdesse a memória. Meio século de história nacional e de um período fecundo em perturbações internas e externas se reflecte nas folhas de miúda letra onde no espaço de uma longa vida semeou as suas confidências o português mais notável da época. Loquaz por condição e até à extrema velhice atento ao mundo exterior e interessado na política não houve caso dos que podiam apaixonar a opinião do seu tempo sobre que a este ou àquele não comunicasse o seu parecer. I-168-G-11 unknown
Best.-Nr. 3004MF243Livro III. Edição Crítica fixação do texto tradução notas e glossário de Arnaldo do Espírito Santo segundo projecto iniciado com Margarida Vieira Mendes. Transcrição do texto: Padre João Pereira Gomes S. J. Arnaldo do Espírito Santo Maria Odete do Espírito Santo João do Espírito Santo. Biblioteca Nacional. Lisboa. 2000. De 235x17 cm. Com xxxv 790 v págs. Brochado. Exemplar com assinatura de posse e etiqueta da Bulhosa Livreiros na folha de guarda. Contém texto bilingue em latim e português. I-222-B-2 unknown
Best.-Nr. 2407SB009da Companhia de Jesu: dedicada A STO. ANTONIO DE LISBOA; e offerecida A ANTONIO MARTINS homem de Negocio nesta Corte. Por Dionisio Teixeira de Aguiar; Familiar do Santo Officio. COM HUM PROLOGO HISTORICO da vida e acçoens mais singulares do Padre Antonio Vieira. LISBOA: Na Officina dos Herd. de Antonio Pedroso Galraõ. M. DCC. LIV. 1754. Com todas as licenças necessarias. De 205x155 cm. Com lxxii 465 i.e. 473 i em br. págs. Encadernação da época inteira de pele com nervos rótulo e ferros a ouro na lombada. Cortes das folhas mosqueados a vermelho. Folhas de rosto com vinheta tipográfica algumas com o trigrama sagrado geralmente usado pela Companhia de Jesus IHS. Inclui bonitos cabeções xilográficos um deles com as armas do reino a encimar as dedicatórias assim como iniciais decoradas. Belos florões de remate de grandes dimensões ocupando cerca de metade da página nomeadamente nas páginas 100 192 250 e 465. Dois destes contêm o trigrama sagrado. Exemplar com assinatura de posse coeva de «Manoel Leytão do Salgueiro» e carimbo oleográfico do «Colégio de S. Fiel» célebre instituição de ensino Jesuíta na folha de rosto. Leves manchas de humidade na margem de algumas folhas. A página 214 está numerada 114 a 264-364 a 306-360 a 401-041 e a 413-395. Primeira edição rara e muito importante para a parenética Vieiriana que se dá como o 16.º volume da sua coleção de sermões. A Biblioteca Nacional apenas tem um exemplar incompleto e sermões soltos. Obra constituída por 12 Sermões cada um com folha de rosto própria sendo que algumas destas folhas nomeadamente as dos sermões 4 6 e 7 não são incluídas na paginação. Os três primeiros são datados de 1753 e os restantes de 1754. Nos rostos dos Sermões de 1753 o editor literário assina é identificado só pelas inicias do seu nome D. T. A. não vindo mencionado nos rostos dos de 1754. Folhas preliminares com dedicatória a Santo António e a António Martins pelo organizador Dionísio Teixeira de Aguiar; seguindo-se um extenso prólogo histórico ao leitor com 60 páginas; e índice dos sermões na última folha com o verso em branco. Contém: 1 - Sermão das Obras de Misericórdia; 2 - Sermão de Santo António pregado aos Peixes; 3 - Sermão ao Enterro dos Ossos dos Enforcados; 4 - Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda; 5 - Sermão do Desagravo do Santíssimo Sacramento; 6 - Sermão da Quinta Terça-Feira da Quaresma; 7 - Sermão de Nossa Senhora do Rosário; 8 - Sermão de São Sebastião; 9 - Sermão na Segunda-Feira depois da segunda Dominga da Quaresma; 10 - Sermão da Degolação de São João Batista; 11 - Sermão da Epifania; 12 - Sermão da Terceira Quarta-Feira da Quaresma. Os sermões de Vieira publicaram-se ainda em sua vida muitos deles soltos até que principiou a formar-se a conhecida coleção em 1679 data em que saiu o seu primeiro volume. Até 1696 publicaram-se onze volumes. Depois seguiram póstumos entre 1699 e 1748 outros quatro perfazendo um total de quinze. Ainda em 1754 apareceu um volume com doze sermões de Vieira pregados todos em louvor de Santo António e que se dá como tomo décimo sexto da coleção embora já tivessem sido impressos nos quinze volumes anteriores. Estes sermões foram muitas vezes reimpressos mas sem se lhes dar o carácter de edição nova reimprimindo-se sem se alterar a data dos volumes que iam escasseando já muito no mercado. PADRE ANTÓNIO VIEIRA Lisboa 1608 - Salvador Brasil 1697 considerado por muitos como o maior escritor português é autor de uma vasta obra em português latim e italiano sendo definido lapidarmente por Fernando Pessoa como o «Imperador da língua portuguesa». Ao mesmo tempo desenvolveu com brilhantismo visão e coragem atividades políticas e diplomáticas na defesa de Portugal durante a Guerra da Restauração tendo entrado em conflito aberto com a Inquisição que venceu com o apoio do Papa. Mais importante ainda foi a sua prolongada e dedicada atividade missionária em que se distinguiu pela defesa da liberdade dos índios e pela condenação da escravatura dentro dos moldes possíveis na sua época pelo que chegou a ser expulso pelos colonos que tratavam mal os escravos oriundos de Ãfrica e queriam escravizar os índios apesar das leis régias em contrário que obteve de D. João IV e de D. Pedro II. Vieira conseguiu conciliar um grande realismo político com uma crença arraigada no Sebastianismo começando por identificar D. João IV como o «Desejado» do mito Sebastianista que havia de ressuscitar. Apesar de Vieira dar grande valor e se ter dedicado prolongadamente às suas obras teológicas e proféticas foram os sermões que o consagraram como grande orador e escritor. A sua forte personalidade e capacidade oratória atraíam multidões para ouvi-lo pregar mas foi a possibilidade de rever e acompanhar a publicação dos sermões que os tornou obras literárias de grande valor e não apenas o frio registo das suas capacidades oratórias. Em 1614 Vieira foi para a Baía com a família e ingressou no Colégio da Companhia de Jesus onde segundo uma lenda superou inesperadas dificuldades de aprendizagem destacando-se pelas suas habilidades intelectuais e linguísticas o que lhe valeu em 1625 aos 17 anos a tarefa de redigir o relatório anual evento conhecido como o «Estalo de Vieira». Em 1623 iniciou o noviciado familiarizando-se com a cultura e a língua tupi e em 1625 fez os primeiros votos começando a ensinar retórica em Olinda. Ordenado sacerdote em 1634 tornou-se conhecido como orador realizando a sua primeira pregação oficial na Baía. Em 1641 acompanhou a Lisboa o filho do Vice-rei do Brasil iniciando uma fase como conselheiro político de D. João IV e missões diplomáticas na Europa. Em Roma reviu os seus sermões publicando o primeiro volume em 1679 e recebeu isenção da Inquisição. Regressou ao Brasil em 1681 onde se dedicou até à sua morte à revisão dos sermões e à redação da sua obra teológica «Clavis Prophetarum». DIONÃSIO TEIXEIRA DE AGUIAR c. 1720 - foi familiar do Santo Ofício e mostra uma grande admiração pelo padre António Vieira e pela Companhia de Jesus. Casou com Feliciana Teresa Francisca em Oeiras em 5 de Agosto de 1746. Nada mais se conhece da sua vida e o seu nome não é referido por Barbosa Machado. É autor do prólogo e da dedicatória de outra obra de Vieira: Cinco discursos morais fundados nas cinco pedras de David Lisboa 1754 e de duas pequenas obras sobre o Milagre de Ourique publicadas em 1753 e 1757. ANTÓNIO MARTINS fl. 1690 - 175 Ainda não foi possível obter dados biográficos sobre o dedicatário deste livro e que subsidiou as despesas da impressão identificado na folha de rosto como: homem de negócios nesta Corte. Na dedicatória Dionísio Teixeira de Aguiar destaca as suas virtudes morais e religiosas a caridade para com os mais pobres a devoção às imagens sagradas e em especial a Santo António e os gastos em Missas e outros sufrágios pelas almas do Purgatório o que lhe aumentou os bens e restituiu a saúde segundo afirma na dedicatória. Referências: Nós os Oeirenses 1582 - 1911 e Genall - Sítios internet. BN Lisboa. Pe. António Vieira : bibliogr. 1216 BN Lisboa. Bicentenário Pe. António Vieira 88 Borba de Moraes. Bibliogr. Bras. 2 920-921. Leite S. Hist. Comp. de Jesus no Brasil 9 231 Portugal - Dicionário Histórico Corográfico Heráldico Biográfico Bibliográfico Numismático e Artístico Volume VII págs. 447-453. Inocêncio I 290 1610; II 179-180; IX 133 478 M-9-F-72 unknown
Best.-Nr. 2505ET615Tomo I. Introdução e notas do Prof. Hernani Cidade Professor Catedrático da Universidade de Lisbôa. Professor Honorário da Universidade da Bahia. Biblioteca de Autores Clássicos. Aguiar & Souza Ltda. Livraria Progresso Editora. S.l. Salvador. Bahia. 1957. De 24x17 cm. Com xl 342 ii págs. Brochado. Ilustrado em extratexto com fac-simile das assinaturas do Pe. António Vieira e do Pe. Alexandre Silva impressa sobre papel couché. Exemplar por abrir e com etiqueta da Livraria Sá da Costa na badana anterior. Local retirado da PorBase. 1.ª Edição de um texto muito valioso que nunca tinha sido lido integralmente pelos principais estudiosos do grande escritor. Texto completo da «Representação» que Vieira apresentou em sua defesa perante as acusações do tribunal do Santo Ofício de Coimbra no processo que contra ele correu por ser autor do escrito «Esperanças de Portugal ou Quinto Império do Mundo». Tem junto os documentos produzidos pelos inquisidores durante os interrogatórios. SACO ET111-14 unknown
Best.-Nr. 1703PG115Introdução e notas do Prof. Hernani Cidade Professor Catedrático da Universidade de Lisbôa. Professor Honorário da Universidade da Bahia. Tomo I e Tomo II Publicações da Universidade da Baía Nº 3. Baía. Brasil. 1957. 2 Volumes de 262x19 cm. com xl 342 ii e xxii 388 x págs. Encadernações recentes com lombada em pele. Preserva capas de brochura. Ilustrado no texto. Muito boa impressão sobre papel encorpado e com grandes margens. Existe outra edição pela Livraria Progresso Editora em papel mais fino em formato mais pequeno e com capas de brochura diferentes mas as duas edições foram compostas e impressas na Tipografia Naval ao mesmo tempo. 1ª Edição de um texto muito valioso que nunca tinha sido lido integralmente pelos principais estudiosos do grande escritor. Texto completo da «Representação» que Vieira apresentou em sua defesa perante as acusações do tribunal do Santo Ofício de Coimbra no processo que contra ele correu por ser autor do escrito «Esperanças de Portugal ou Quinto Império do Mundo». Tem junto os documentos produzidos pelos inquisidores durante os interrogatórios. Padre António Vieira. 1608-1697. Bibliografia. BNP. Nº 1195. I-23-E-36 unknown
Best.-Nr. 2412PG007LIVRO ANTEPRIMEYRO Prologomeno A Toda A Historia do Futuro em que se declara o fim & se provaõ os fundamentos della. Materia Verdade & Utilidades da Historia do Futuro. Eescrito Pelo Padre ANTONIO VIEYRA da Companhia de JESUS Prègador de S. Magestade. LISBOA OCCIDENTAL. Na Officina de ANTONIO PEDROZO GALRAM. Com todas as licenças necessárias. Anno de 1718. De 21x155 cm. com xxxvi 379 i em br. págs. Encadernação da época inteira de pergaminho flexível com o apelido do autor e o título escritos à pena na lombada. Exemplar com ex libris de António Cupertino de Miranda colado no interior da encadernação e com assinatura de posse em letra coeva de Arthur Alberto Ferreira de . na frente da folha de guarda anterior. Folhas preliminares sem numeração contêm censuras de Fr. José de Sousa e de P. Fr. António de Santo Elias pelo Santo Ofício de Fr. José Pereira de Lacerda pelo Desembargo do Paço e as licenças. De páginas 339 a 379 contém um índice das citações das sagradas escrituras e outro índice das coisas notáveis. Obra dividida em doze capítulos que trata da definição do espírito profético classifica as profecias em canónicas e não canónicas e demonstra que o Reino de Portugal desde a sua fundação fora um dos temas prediletos dos diversos profetas do antigo testamento entre os quais Isaías pode ser considerado como um «cronista dos descobrimentos de Portugal». É uma exaltação da pátria portuguesa escolhida entre todas as nações do Mundo para propagar a fé cristã predestinada a «descobrir o mundo ao mesmo mundo». Vieira dedicou uma parte muito importante do seu esforço às obras proféticas que considerava a parte mais importante da sua produção literária. Algumas das ideias expostas mereceram a desconfiança da Inquisição que deteve o P. António Viera durante largo tempo e que se viu obrigado a ir a Roma pedir uma intervenção do papa em sua defesa. Actualmente esta parte da obra Vieiriana que era pouco considerada pelos anteriores estudiosos tem sido cada vez mais valorizada. PADRE ANTÓNIO VIEIRA Lisboa 1608 - Salvador Brasil 1697 O maior escritor português autor de uma vasta obra em português latim e italiano sendo definido lapidarmente por Fernando Pessoa como o «Imperador da língua portuguesa». Ao mesmo tempo desenvolveu com brilhantismo visão e coragem actividades políticas e diplomáticas na defesa de Portugal durante a Guerra da Restauração tendo entrado em conflito aberto com a Inquisição que venceu com o apoio do Papa. Mais importante ainda foi a sua prolongada e dedicada actividade missionária em que se distinguiu pela defesa da liberdade dos índios e pela condenação da escravatura dentro dos moldes possíveis na sua época pelo que chegou a ser expulso pelos colonos que tratavam mal os escravos oriundos de Ãfrica e queriam escravizar os índios apesar das leis régias em contrário que obteve de D. João IV e de D. Pedro II. Vieira conseguiu conciliar um grande realismo político com uma crença arraigada no Sebastianismo começando por identificar D. João IV como o Desejado do mito Sebastianista que havia de ressuscitar. Apesar de Vieira dar grande valor e se ter dedicado prolongadamente às suas obras teológicas e proféticas foram os sermões que o consagraram como grande orador e escritor. A sua forte personalidade e capacidade oratória atraíam multidões para ouvi-lo pregar mas foi a possibilidade de se ter podido consagrar a rever e a acompanhar a publicação dos sermões que os tornou obras literárias de grande valor e não apenas o frio registo das suas capacidades oratórias. É também uma figura tutelar e fundadora da cultura brasileira país onde viveu e actuou com a maior coragem metade da sua vida e onde decidiu viver os seus últimos dias. Hoje a sua obra é muito influente e estudada no Brasil sendo oriundos desse país alguns dos maiores especialistas em Vieira tais como: Alcir Pécora Adma Muhana João Adolfo Hansen a par dos portugueses Margarida Viiera Mendes Arnaldo do Espírito Santo Ana Travassos Valdez e os referidos mais abaixo. Foi para a Baía com a família em 1614 onde Vieira frequentou o Colégio da Companhia de Jesus. Relativa a esta época chegou até aos nossos dias uma lenda que refere ter o jovem Vieira dificuldades da aprendizagem mas um certo dia repentinamente ultrapassou todas as suas dificuldades dando nas vistas pelas suas capacidades intelectuais e linguísticas tendo sido escolhido pera redigir o relatório anual em 1625 com apenas 17 anos sendo este facto conhecido como o «Estalo de Vieira». Em 5 de Maio de 1623 iniciou o noviciado na Companhia e durante ele passou algum tempo na Missão do Espírito Santo onde aprendeu a língua tupi e entrou em contacto com a cultura e a psicologia dos índios que haveria de defender durante toda a sua vida. Em 6 de Maio de 1625 proferiu os primeiros votos e logo a seguir como refirimos acima foi encarregado de redigir a carta ânua relativa aos anos de 1624 e 1625 e começou a ensinar retórica no Colégio de Olinda tendo sido ordenado sacerdote em 10 de Dezembro de 1634. Durante este período tornou-se notada a sua capacidade oratória e fez muitas pregações em casa da ordem em missões e fazendas tendo a primeira pregação oficial ocorrido no 4.º Domingo da Quaresma de 1634 na Igreja da Conceição da Baía. Em 27 de Fevereiro de 1641 acompanhou a Lisboa o filho do Marquês de Montalvão Vice-rei do Brasil começando um período de actividade política como conselheiro de D. João IV e diplomática missões em Paris e Haia de 1646 a 1648 Roma em 1650 e outra vez Roma de 1669 a 1675 onde tentou reactivar o processo de canonização do Beato Inácio de Azevedo e obter o apoio do Papa que lhe concedeu isenção perante a Inquisição Portuguesa pelo breve de 17 de Abril de 1675. Em Roma tinha começado a rever os seus sermões e o primeiro volume foi publicado em Lisboa em 1679. Em 27 de Janeiro de 1681 partiu para o Brasil tendo vivido até ao momento da sua morte perto da Baía ocupado na revisão dos seus sermões e em especial na redacção da sua obra de teologia e profética: Clavis Prophetarum. Ref: Padre António Vieira. Bibliografia. BNP. 1999. Nº 1187 Azevedo e Samodães 3516 II Volume página 743. Inocêncio I 291. M-9-D-46 unknown
Best.-Nr. 2411PA372Introdução actualização do texto e notas por Maria Leonor Carvalhão Buescu. Biblioteca de Autores Portugueses. Imprensa Nacional. Casa da Moeda. Lisboa. 1982. De 24x15 cm. Com 373 x págs. Brochado. Exemplar com marcas ligeiras de manuseamento nas capas de brochura. SACO PA660-30 unknown
Best.-Nr. 2608PG001LISBOA. Na Impressaõ Craesbeeckiana. Anno M. DC. LXXXVIII. 1688 À custa de Antonio Leyte Pereyra Mercador de Livros. Com todas as Licenças & Privilegio Real. In 8.º de 20x158 cm. Com viii 518 i.e. 520 32 24 págs. Encadernação da época inteira de pele com nervos ferros a ouro e rótulo vermelho. Cortes das folhas carminados. Exemplar com leves desgastes na encadernação em especial nas coifas cantos e charneiras com vestígios de um etiqueta no pé da lombada. Com assinatura de posse de José da Madre de Deus; com uma nota: «Este Livro achousse na Cella de hum Religioso que por presumir ser da Livraria o poem nella» as duas primeiras em letras coevas e a última em letra do século XVIII. As páginas preliminares contêm as censuras de Frei Tomé da Conceição Fr. António de S. Tomás P. Bartolomeu do Quental licenças entre elas da Religião assinada pelo P. Alexandre de Gusmão e erratas do primeiro volume. As páginas com numerações próprias no fim da obra incluem o índice das citações da Bíblia e o índice dos assuntos. Segunda parte da obra Rosa Mística que foi publicada na coleção dos Sermões que inclui os sermões nº 16 a nº 30 de um conjunto de 30 sobre Nossa Senhora do Rosário que é a 10ª parte dos Sermões. A obra Rosa Mística é um conjunto de Sermões em louvor da Virgem Maria em que o autor partindo de várias passagens dos Evangelhos demonstra as excelências da que foi escolhida para ser Mãe de Deus. Compara a Virgem primeira entre os Santos à Rosa primeira entre as flores. PADRE ANTÓNIO VIEIRA Lisboa 1608 - Salvador Brasil 1697 considerado por muitos como o maior escritor português é autor de uma vasta obra em português latim e italiano sendo definido lapidarmente por Fernando Pessoa como o «Imperador da língua portuguesa». Ao mesmo tempo desenvolveu com brilhantismo visão e coragem atividades políticas e diplomáticas na defesa de Portugal durante a Guerra da Restauração tendo entrado em conflito aberto com a Inquisição que venceu com o apoio do Papa. Mais importante ainda foi a sua prolongada e dedicada atividade missionária em que se distinguiu pela defesa da liberdade dos índios e pela condenação da escravatura dentro dos moldes possíveis na sua época pelo que chegou a ser expulso pelos colonos que tratavam mal os escravos oriundos de Ãfrica e queriam escravizar os índios apesar das leis régias em contrário que obteve de D. João IV e de D. Pedro II. Vieira conseguiu conciliar um grande realismo político com uma crença arraigada no Sebastianismo começando por identificar D. João IV como o «Desejado» do mito Sebastianista que havia de ressuscitar. Apesar de Vieira dar grande valor e se ter dedicado prolongadamente às suas obras teológicas e proféticas foram os sermões que o consagraram como grande orador e escritor. A sua forte personalidade e capacidade oratória atraíam multidões para ouvi-lo pregar mas foi a possibilidade de rever e acompanhar a publicação dos sermões que os tornou obras literárias de grande valor e não apenas o frio registo das suas capacidades oratórias. Em 1614 Vieira foi para a Baía com a família e ingressou no Colégio da Companhia de Jesus onde segundo uma lenda superou inesperadas dificuldades de aprendizagem destacando-se pelas suas habilidades intelectuais e linguísticas o que lhe valeu em 1625 aos 17 anos a tarefa de redigir o relatório anual evento conhecido como o «Estalo de Vieira». Em 1623 iniciou o noviciado familiarizando-se com a cultura e a língua tupi e em 1625 fez os primeiros votos começando a ensinar retórica em Olinda. Ordenado sacerdote em 1634 tornou-se conhecido como orador realizando a sua primeira pregação oficial na Baía. Em 1641 acompanhou a Lisboa o filho do Vice-rei do Brasil iniciando uma fase como conselheiro político de D. João IV e missões diplomáticas na Europa. Em Roma reviu os seus sermões publicando o primeiro volume em 1679 e recebeu isenção da Inquisição. Regressou ao Brasil em 1681 onde se dedicou até à sua morte à revisão dos sermões e à redação da sua obra teológica «Clavis Prophetarum». EN This 20x15.8 cm volume features a contemporary full leather binding with raised bands gilt tooling a red spine label and red edges showing light signs of wear on the spine caps corners and hinges alongside historical ownership marks including the signature of José da Madre de Deus and an 18th-century library note. The book includes preliminary censorships licensesnotably signed by Father Alexandre de Gusmãoerrata and closing indexes for biblical citations and subjects. Content-wise it constitutes the second part of Rosa Mística comprising sermons 16 to 30 on Our Lady of the Rosary which forms the tenth part of the larger Sermões collection a theological work that uses gospel passages to praise the Virgin Mary"s excellence allegorically comparing her to a rose among flowers. Father António Vieira 16081697 famously hailed by Fernando Pessoa as the 'Emperor of the Portuguese language' was a monumental writer diplomat and Jesuit missionary whose brilliant oratory and literary mastery were immortalized through the publication of his widely celebrated Sermões. Throughout his life which spanned from his early education and intellectual awakening in Bahia to high-stakes diplomatic missions in Europe as a trusted advisor to King João IV he combined a pragmatic geopolitical realism with a deep faith in Sebastianism. A courageous defender of indigenous freedom and an opponent of slavery within his era"s constraints Vieira actively clashed with Portuguese colonists and successfully withstood the Roman Inquisition with papal support. He dedicated his final years in Brazil to composing his theological work Clavis Prophetarum and meticulously editing the written sermons that established him as Portugal"s greatest baroque author. Ref.: -Padre António Vieira. Bibliografia. BNP. 1999. Nº 1019. -Azevedo e Samodães 3516 II Volume página 743. -Inocêncio. I 290. SACO PG142-10 hardcover
Best.-Nr. 1203CC037Volume VIII Volume IX História do Futuro I e II. Com prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Colecção Clássicos Sá da Costa. Livraria Sá da Costa Editora. Lisboa. 1953. 2 Volumes de 25x17 cm. Com li 269; iv 275 págs. Brochados. Exemplar com assinatura de posse na folha de guarda anterior do Vol. I; volume II por abrir e sinais de manuseamento nas capas de ambos volumes. I-7-C-52 unknown
Best.-Nr. 2104RS338Prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Colecção de Clássicos Sá da Costa. Livraria Sá da Costa - Editora. Lisboa. 1951. 3 Volumes de 25x16 cm. Com xxxv i 287; lxiii i 250; xxiii i 358 i págs. Brochados. Exemplares nº 161 vol. III nº 137 vol. IV e nº 154 vol. V de uma tiragem especial de 200 exemplares impressos em papel Leorne da Companhia do Papel do Prado. Estão por abrir. Três primeiros volumes dos cinco que compõem as Obras Várias inseridas nesta colectânea de Obras Escolhidas de Vieira. São eles: Volume III. Obras Várias I - Política; Volume IV: Obras Várias II - Os Judeus e a inquisição; Volume V - Obras Várias III - Em defesa dos Ãndios. I-70-G-2 unknown
Best.-Nr. 2101MA317Os Judeus e a Inquisição. Com prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Colecção de Clássicos Sá da Costa. Livraria Sá da Costa - Editora. Lisboa. 1951. De 245x165 cm. Com lxiii 250 págs. Brochado. Exemplar por abrir de uma tiragem especial de 200 impressos em papel Leorne da Companhia do Papel do Prado numerados e chancelados. I-52-E-6 unknown
Best.-Nr. 2104RS337Volume XII - Sermões III. Com prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Colecção de Clássicos Sá da Costa. Livraria Sá da Costa - Editora. Lisboa. 1954. De 25x165 cm. Com xxxiv ii 257 vi págs. Brochado. Exemplar Nº 167 de uma tiragem especial de 200 exemplares impressos em papel Leorne da Companhia do Papel do Prado. Por abrir mas com algum desgaste. I-70-G-4 unknown
Best.-Nr. 3003MF962Obras Escolhidas. Com Prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Colecção de Clássicos Sá da Costa. Livraria Sá da Costa - Editora. Lisboa. 1951. De 18x12 cm. Com xxxiii 363 págs. Encadernação do editor. Exemplar assinado pelo editor preserva as capas e a lombada de brochura. I-181-F-53 unknown
Best.-Nr. 2101MA319Com Prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Colecção de Clássicos Sá da Costa. Livraria Sá da Costa - Editora. Lisboa. 1953. De 245x165 cm. Com li 269 págs. Brochado. Exemplar por abrir de uma tiragem especial de 200 exemplares impressos em papel leorne da companhia do papel do prado numerados e chancelados. I-52-E-1 unknown
Best.-Nr. 2101MA320Em defeza dos Ãndios. Colecção de Clássicos Sá da Costa. Com Prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Livraria Sá da Costa - Editora. Lisboa. 1951. De 245x165 cm. Com xxiii 358 págs. Brochado. Exemplar por abrir de uma tiragem especial de 200 exemplares impressos em papel Leorne da Companhia do Papel do Prado numerados e chancelados. I-52-E-8 unknown
Best.-Nr. 2101RS228Volume I. Cartas I. Prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Colecção de Clássicos Sá da Costa. Livraria Sá da Costa - Editora. Lisboa. 1951. De 24x165 cm. Com cviii i 254 iv págs. Brochado. Exemplar por abrir. I-68-E-24 unknown
Best.-Nr. 2104RS331Volume I - Cartas I. Volume II - Cartas II. Prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Colecção de Clássicos Sá da Costa. Livraria Sá da Costa - Editora. Lisboa. 1951. 2 volumes de 245x165 cm. Com cviii iv 254 iii; iv 290 i págs. Brochados. Exemplares por abrir com o n.º 115 de uma tiragem especial de 200 exemplares impressos em papel Leorne da Companhia do Papel do Prado. Compilação epistolográfica com a correspondência do autor com diversas personagens da história de Portugal baseada na edição de 1925 pela Imprensa da Universidade de Coimbra coordenada por João Lúcio de Azevedo. Foram as seguintes cartas pelas palavras escritas em guisa de nota pelos editores escolhidas seguindo fatores de relevo histórico literário ou por revelarem traços da personalidade do autor. I-73-H-3 unknown
Best.-Nr. 2104RS333Volume IX - História do Futuro II. Com prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Colecção de Clássicos Sá da Costa. Livraria Sá da Costa - Editora. Lisboa. 1953. De 25x165 cm. Com iv 275 págs. Brochado. Exemplar por abrir com o n.º 154 de uma tiragem especial de 200 exemplares impressos em papel Leorne da Companhia do Papel do Prado. I-73-H-6 unknown
Best.-Nr. 2101MA318Colecção de Clássicos Sá da Costa. Com Prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Livraria Sá da Costa - Editora. Lisboa. 1951. De 245x165 cm. Com iv 250 págs. Brochado. Exemplar por abrir de uma tiragem especial de 200 exemplares impressos em papel Leorne da Companhia do Papel do Prado numerados e chancelados. I-52-E-10 unknown
Best.-Nr. 2104RS341Prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Colecção de Clássicos Sá da Costa. Livraria Sá da Costa - Editora. Lisboa. 1951 a 1953. 5 Volumes de 25x165 cm. Com xxxv i 287; lxiii i 250; xxiii i 363; lxvii i 256; xxiii 233 págs. Brochados. Exemplares de uma tiragem especial de 200 exemplares impressos em papel Leorne da Companhia do Papel do Prado. Apenas os volumes VI e VII são numerados: 167 e 161 respectivamente. Todos os volumes estão por abrir. Este conjunto reúne os cinco volumes das Obras Várias inseridos nas Obras Escolhidas de Vieira. São eles: Volume III: Obras Várias I - Política; Volume IV: Obras Várias II - Os Judeus e a inquisição; Volume V - Obras Várias III - Em defesa dos Ãndios; Volume VI: Obras Várias IV - Vieira perante a Inquisição; Volume VII: Obras Várias V - Vária. I-74-H-21 unknown
Best.-Nr. 2106JS410Prefácios e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Volume I. Cartas I. Volume II. Cartas II. Colecção de Clássicos Sá da Costa. Livraria Sá da Costa - Ediotra. Lisboa. 1951. 2 Volumes de 19x125 cm. Com cviii 254 v; 290 i págs. Brochados. Ilustrado no Volume I com reprodução de retrato do autor juntamente com reprodução fac-similada da assinatura do autor na folha de anterrosto. Rubricados pelos editores. Exemplar com assinatura de posse a tinta nos dois volumes. Compilação epistolográfica com a correspondência do autor com diversas personagens da história de Portugal baseada na edição de 1925 pela Imprensa da Universidade de Coimbra coordenada por João Lúcio de Azevedo. Foram as seguintes cartas pelas palavras escritas em guisa de nota pelos editores escolhidas seguindo fatores de relevo histórico literário ou por revelarem traços da personalidade do autor. I-82-F-12 unknown
Best.-Nr. 2006SA168Prefácios e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. Colecção de Clássicos Sá da Costa. Livraria Sá da Costa- Editora. Lisboa. 1951. 12 Volumes de 19x124 ccm. Com cviii 254 iii; 290 i; xxxv 287; lxiii 250; xxiii 363; lxvii 257; xxiii 234; li 270; 276; xxxv 268; xx 298 e xxxiv 257 vii págs. Brochado. Ilustrado com imagem do autor. Exemplar por abrir com capas e lombada manuseadas e picos de acidez na brochura e nas folhas em todos os volumes mancha de humidade na lombada do Volume II e IV; dano com perda de papel na lombada do Volume V; danos na lombada do Volume VII e mancha de humidade na capa anterior do Volume VII e VIII. Coleção completa das Obras Escolhidas do Padre António Vieira. São eles: Volume I - Cartas I; Volume II - Cartas II; Volume III - Obras várias I política; Volume IV - Obras várias II os Judeus e a Inquisição; Volume V - Obras várias III em defeza dos Ãndios; Volume VI - Obras várias IV Vieira perante a Inquisição; Volume VII - Obras várias V vária; Volume VIII - História do futuro I; Volume IX - História do futuro II; Volume X - Sermões I; Volume XI - Sermões II; Volume XII - Sermões III. I-41-C-28 unknown